SERRA DO CURRAL

patrimônio da cidade

DÚVIDAS FREQUENTES


POR QUE O HOSPITAL NÃO MUDA DE LUGAR?

Infelizmente se o espaço continuar como está, a degradação só tende a aumentar, já que a construção foi feita sob normas frouxas e  não existe interesse em sua regularização. Quando a Oncomed comprou o espaço, foi necessário total comprometimento em recuperar o espaço que já foi prejudicado pela obra anterior. O projeto inclui um sistema de coleta pluvial e demolição dos barracões ainda existentes na área, além da construção de um corredor ecológico que permite maior mobilidade e qualidade de vida aos animais que vivem na Serra. Se continuar abandonado, será necessário que algum grupo arque com as despesas desta revitalização. Vale lembrar que apenas demolir o prédio não recuperará os danos causados ao local nos últimos 40 anos.

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SE O PRIMEIRO HOSPITAL FOI FEITO DE FORMA IRREGULAR, NÃO SERIA MELHOR DERRUBAR A ESTRUTURA ATUAL?

Entendemos que a construção de um prédio em área tombada não foi a melhor escolha. Este erro cometido há mais de 40 anos vem impactando a Serra do Curral até hoje. Por isso te convidamos a conhecer de perto a revitalização que estamos oferecendo. Não só não vamos agravar os abusos ambientais que ocorreram ao longo dos anos, como temos uma proposta de revitalização e preservação da mata nativa, que foi analisada e aprovada por todos os órgãos fiscalizadores. Atualmente a área se encontra em processo de degradação ambiental justamente pelas frouxas regras que determinaram a forma como a construção se deu. Todo o nosso projeto foi rigorosamente planejado visando a melhora do espaço – estética e ambientalmente. Te convidamos a conhecer de perto nosso projeto.

MAS E AS CASAS QUE FORAM CONSTRUÍDAS TAMBÉM NA ÁREA TOMBADA?

Todo o bairro Mangabeiras foi construído após o tombamento da área. Mas não queremos apenas nos aproveitar do espaço. Além de oferecer mais de 220 leitos para a população de BH, nossa reforma criará um corredor ecológico na Serra do Curral, ou seja, conectará as áreas protegidas que foram impactadas pela antiga construção e conciliará, de forma sustentável, a convivência entre o tratamento de nossos pacientes e a conservação da fauna e da flora presentes na Serra. Atualmente no Brasil existem apenas três desses Corredores Ecológicos, e a construção desta quarta só ajudaria a recuperar a área que hoje permanece degradada e em grande parte impermeabilizada, o que pode provocar o acúmulo de água e erosão.

O HOSPITAL SERÁ ACESSÍVEL A TODA A POPULAÇÃO?

Quem conhece a Oncomed sabe de seu caráter humano e transparente. O hospital atenderá a crescente demanda de pacientes em espera na cidade, acolhendo pacientes de todas as condições. Inclusive quem não tem condições de custear um tratamento e mesmo assim precisa muito de amparo no enfrentamento do câncer. Essa sempre foi a luta do hospital.

O HOSPITAL VAI PREJUDICAR O MEIO AMBIENTE?

O trabalho de um hospital de oncologia é salvar vidas. Sua luta jamais poderá entrar em conflito com outras vidas, especialmente vidas ameaçadas de extinção. Todo o projeto de revitalização do antigo hospital leva em consideração a preservação e a recuperação do espaço que hoje está sem cuidados e em constante degradação.

E O LIXO HOSPITALAR? COMO GARANTIR QUE A ONCOMED NÃO VAI POLUIR AINDA MAIS A SERRA?

Para conseguir arrematar o lote foi necessário se comprometer em respeitar o habitat da Serra e suas condições como patrimônio ambiental. O projeto foi aprovado pelo COMAM (Conselho Municipal de Meio Ambiente), pela SMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), além de ter contado com a supervisão da Fundação Biodiversitas. Todos os resíduos do hospital serão criteriosamente coletados, armazenados e retirados do Hospital em atendimento à Norma Técnica SLU/PBH nº001/2000 e dentro das mais rígidas normas da Vigilância Sanitária. Nenhum resíduo será descartado na Serra do Curral, nem próximo dali.

CONHEÇA O PROJETO


O projeto arquitetônico de requalificação do hospital contempla reforma do prédio principal sem pavimentos acima dos já existentes, terraços verdes, sistema de coleta pluvial e demolição dos barracões existentes na área. A proposta prevê a recuperação e preservação da mata nativa em todo entorno e manutenção de toda a avenida, canteiro central e pista de corrida.

Segundo o arquiteto responsável pela obra, Flávio Carsalade, hoje a área se encontra em processo de degradação ambiental, com um edifício muito grande que não tem nenhuma preocupação ambiental, uma dicotomia enorme entre o prédio e a serra e grandes porções do território estão sem cobertura vegetal;

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De acordo com Flávio Carsalade, há muitos questionamentos em relação à ampliação que o prédio sofrerá, mas eles não são qualificados. “As informações sobre a extensão do projeto são colocadas de maneira extremamente tendenciosa, posto que a questão não é quantitativa apenas. A área onde haverá ampliação refere-se à revitalização, ou seja, já sofreu intervenção humana. Toda a frente do terreno está degradada e grande parte impermeabilizada, o que pode ocasionar acúmulo de água e erosão. Trata-se, portanto, de uma ação mais qualitativa do que quantitativa. A percepção de platôs escalonados diminuirá a massa visual do prédio, construído em uma época em que as questões ambientais não eram consideradas, ao contrário do novo projeto. Além disso, toda a área que será construída a mais horizontalmente está sobre terreno ambientalmente degradado e funciona para ajudar a recuperar o perfil da Serra e, com seus terraços-jardins escalonados a recompor massa vegetal”, explica.

O arquiteto destaca também que o projeto do Hospital Oncomed não se beneficiará do coeficiente 5, proposta por Lei em 2013, e utilizará apenas o coeficiente 1 para que possa fazer intervenções que venham a tornar o edifício ainda mais harmonioso e benéfico para o meio ambiente e para a sociedade.

“Em grandes cidades como Belo Horizonte é essencial reciclar edifícios antigos, criando um edifício bioclimático mais adequado, sem a necessidade de desmatamento de áreas verdes não construídas. É importante destacar que a cidade não dispõe de área física para construção de novos hospitais. A legislação municipal regulatória de Belo Horizonte é muito antiga e impossibilita a expansão do conjunto hospitalar existente, que é insuficiente. Assim, o que se vê é o baixo investimento e carência de infraestrutura para tratamentos de ponta. E ainda, o município não possui hospitais especializados no tratamento do câncer com foco em saúde suplementar”.

O Grupo Oncomed irá entregar a Belo Horizonte, o primeiro corredor ecológico da cidade!

Na Serra do Curral existem três Unidades de Conservação, o Parque Estadual da Baleia e os Parque Municipais dos Mangabeiras e do Paredão da Serra do Curral. Essas Unidades foram criadas em diferentes momentos da história de ocupação do município e seu principal papel hoje é garantir a manutenção climática urbana, prover habitats à espécies silvestres, proporcionar lazer e bem-estar aos moradores de Belo Horizonte e arredores e seus visitantes.

Para potencializar o papel de proteção à biodiversidade das Unidades de Conservação surgiu, há pouco tempo, o conceito de Corredor Ecológico ou Corredor de Biodiversidade. "Corredores Ecológicos” conectam as áreas protegidas sem eliminar o uso do espaço entre elas. Eles buscam conciliar a convivência harmônica entre atividades humanas e a conservação da natureza. Plantações, rebanhos, vilas, estradas, áreas naturais, podem coexistir no mesmo espaço.

Em áreas urbanas é também possível que haja diferentes usos entre os Parques ou Reservas naturais, como por exemplo, a existência de edificações, ruas, comércio, moradia, entre outros. Esses usos, entretanto, não impedem a criação de conexões (corredores) entre as Unidades de Conservação presentes naquele território. Os corredores ecológicos partem, principalmente, de um pacto das atores que convivem naquele espaço para minimizar os efeitos de suas atividades sobre as Unidades de Conservação próximas, vizinhas.

O Grupo Oncomed, após obedecer todas as etapas do licenciamento ambiental para reativar o Hospital Hilton Rocha, na Serra do Curral, assumiu perante a Prefeitura Municipal o compromisso de implementar o Corredor Metropolitano da Serra do Curral, em ação conjunta com a Secretaria de Meio Ambiente de Belo Horizonte.

Líder dessa iniciativa, o Grupo Oncomed irá contribuir para a criação de políticas públicas de ordenação territorial municipais e fazer com que os diferentes atores que compartilham este espaço, a saber: as mineradoras, os moradores do bairro Mangabeiras, os hospitais e a comunidade Taquaril, assumam, pela primeira vez, o protagonismo de proteger efetivamente a Serra do Curral.

O Grupo Oncomed irá restaurar áreas degradadas entre as UCs, eliminar as espécies exóticas presentes nos parques, implantar programas de monitoramento de fauna para medir a eficiência das medidas de manejo e gestão da paisagem, entre outras.

Observa-se pela figura abaixo, que apesar do significativo impacto já provocado pela implantação do Hospital Hilton Rocha, há mais de 40 anos, na porção inferior da vertente sul da serra, por representar um estrangulamento no corredor formado pela sua parte inferior, este corredor existente no entorno da área do hospital ainda encontra-se com a vegetação preservada e passível de enriquecimento, formando uma conexão entre as áreas vizinhas.

SOBRE A SERRA DO CURRAL


PATRIMÔNIO TOMBADO

O prédio do Instituto Hilton Rocha foi construído em 1974 aos pés da Serra do Curral em uma área de patrimônio paisagístico. Segundo estudos realizados pela Biodiversitas, no processo de aprovação do parcelamento da área em 1973, o lote onde se encontra hoje o hospital foi excluído da condição não edificante, possibilitando a aprovação do Instituto Hilton Rocha no local à época, equipamento ligado ao setor hospitalar. Depois de seu fechamento, nos anos 90, o hospital ficou 10 anos abandonado e em decadência até ser leiloado em 2009. A região, que é um relevante patrimônio de nossa cidade, sofre até hoje com a deterioração causada pelo abandono da construção em uma área tão importante.

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De acordo com o arquiteto Paulo Pontes, que foi Diretor do DPHAM (Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico Municipal de Ouro Preto) e Secretário Executivo do programa “Monumenta” da Cidade de Diamantina, a requalificação da área verde da região e a readequação do prédio já existente propostos pelo projeto arquitetônico da Oncomed são uma proteção ao patrimônio da Serra do Curral, e não o contrário. “O fato de a construção estar nessa região é mais um motivo fortíssimo para as modificações propostas. Muitas pessoas confundem tombar com congelar. Hoje nós temos uma situação que é nociva para as pessoas e para a Serra do Curral. Com o desuso, a construção é uma ruina que compromete e degrada o meio ambiente que está à sua volta. Infelizmente, o terreno onde foi feita a construção é irrecuperável, a região já está pavimentada e mantê-la em desuso é um aprofundamento da degradação que está acontecendo. O projeto está preservando e dando outra qualidade a toda aquela área”, complementa o arquiteto.

Segundo estudo divulgado pela Fundação Biodiversitas, considerando o atual limite proposto pela poligonal de tombamento, observa-se, que aproximadamente 37% da área tombada já encontra-se ocupada. A área do hospital corresponde a cerca de 2,5% da área total tombada e cerca de 6,7% da área tombada já ocupada. A solução proposta por alguns grupos de demolição de todas as estruturas já construídas nas áreas tombadas é questionada pela arquiteta Ana Lucia, da Praxis. “O custo para revitalizar as áreas já construídas na região da Serra do Curral tanto do hospital quanto das muitas residências que estão na área tombada seria tão exorbitante que não valeria a pena. Faz muito mais sentido investir na revitalização de toda a Serra, que é gigantesca, extrapolando em muito aquela área, que hoje são completamente negligenciados”, relata.

O arquiteto Paulo Pontes reforça que se posiciona favoravelmente à reforma do Hospital justamente porque a estrutura já está lá e, ele acredita que, caso não se dê um uso a ela, a construção vai cada vez mais deteriorar e prejudicar o entorno. “O projeto arquitetônico foi muito bem feito e está super bem resolvido com a demanda de se integrar com aquela região da forma mais adequada possível. A requalificação das áreas verdes do entorno e as opções arquitetônicas como o uso do Aço Corten, que traz a cor de terra e a escolha por explorar a horizontal, reduzindo o impacto vertical do prédio, são exemplos de melhorias que a reforma trará”.

Histórico de ocupação da Serra do Curral:

1) A mineração da pedreira do Acaba Mundo já existia (1895) antes da inauguração da cidade (1897).

2) Na década de 50, foram implantadas mais duas minerações: Lagoa seca e Taquaril.

3) Diante da ameaça da mineração, na década de 60 é decretado o tombamento da serra pelo IPHAN, compreendendo apenas uma pequena porção da Serra do Curral, abrangendo uma faixa de mil e oitocentos metros de largura, tendo por eixo o prolongamento da Avenida Afonso Pena.

4) A despeito da intenção do Estado em preservar a Serra do Curral diante da ameaça da atividade mineradora, ainda na década de 60, a Prefeitura de Belo Horizonte, cria a Ferrobel (Ferro de Belo Horizonte S.A.), para exploração mineral na Serra do Curral, com lavras nas regiões das Mangabeiras e Cercadinho, para financiar serviços de urbanização e infraestrutura de bairros e vilas da cidade. Em 1966 a PBH cria o parque das Mangabeiras, implantado em 1974, na área da mineração da região do Mangabeiras um exemplo de recuperação de uma área degradada.

5) Nas décadas de 60-70 são aprovados loteamentos nos bairros Mangabeiras e Belvedere. Esta ocupação, de acordo com Ferreira (2002), iniciou em 1969, quando o Estado de Minas Gerais, responsável pela demanda de tombamento federal, promoveu a implantação da “Cidade da Serra”, tendo os projetos de parcelamento sido aprovados pela PBH em 1973, com a denominação de bairro das Mangabeiras, no interior do perímetro tombado pela União. No processo de aprovação do parcelamento, o lote no 1 do quarteirão 39 foi excluído da condição non aedificandi, possibilitando a aprovação do Instituto Hilton Rocha no local, equipamento ligado ao setor hospitalar, uma área de apenas 2,7 ha aproximadamente, correspondendo a cerca de 2,5% da área total tombada ou 6,7% da área total tombada hoje ocupada (cerca de 37%).

6) Nas décadas de 70 inicia a exploração da mina de Águas Claras, do outro lado da Serra, em Nova Lima.

7) Nas décadas de 80 e 90 ocorreu a ocupação da Serra pelo crescimento urbano intensificado

8) Nas décadas de 2000 em diante, ocorreu uma expansão urbana no vetor sul na região do Belvedere.

9) Enfim, transcorridos mais de 50 anos do tombamento, a Serra do Curral tem sido afetada por diversos usos inadequados como a exploração do minério de ferro, a especulação imobiliária, um processo desordenado de urbanização, com a construção de loteamentos e condomínios aparentemente irregulares e a instalação de torres e antenas de comunicação nos pontos mais altos da Serra, prejudicando a visibilidade do bem tombado.

10) Deste modo, uma vez que o uso da área do Hospital Hilton Rocha já se encontra consolidado e amparado legalmente e que, somados o histórico e o contexto atual da área, a proposta de reestruturação apresentada pelo Grupo Oncomed, em processo de rigoroso licenciamento pelos órgãos técnicos competentes, poderá melhorar a paisagem do ponto de vista estético e promover uma requalificação benéfica desse espaço para a comunidade de Belo Horizonte, bem como poderá favorecer a restauração funcional da porção tombada da Serra, uma vez que a Oncomed tem assumido o compromisso e a responsabilidade com a conservação do patrimônio do qual estará usufruindo, independentemente das alterações ambientais decorrentes dos diversos usos presentes na região, indo além do cumprimento das obrigações previstas em Lei, promovendo iniciativas que impliquem em melhorias da qualidade ambiental, acompanhadas de medidas compatíveis e efetivas com esse propósito.

SAIBA POR QUE APOIAR O NOVO HOSPITAL


DEMANDA POR NOVOS LEITOS É URGENTE

Há um enorme déficit de leitos para tratamento em oncologia que precisa ser reparado. O Ministério da Saúde sugere que a cada 1.000 habitantes existam, pelo menos, 2,5 a 3 leitos (Portaria Ministério da Saúde nº 1101/GM de 12/06/2002. Atualmente, BH e Região Metropolitana contam com apenas 1,5 leito por 1.000 habitantes. No sistema privado essa relação é ainda menor. A taxa de ocupação máxima dos hospitais em Belo Horizonte é superior a 95% quando os indicadores de qualidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) sugerem de 75% a 85%. Enquanto os impedimentos burocráticos continuam, 13 mil pacientes que poderiam ser internados anualmente no hospital ficam sem local adequado para tratamento.

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Além da falta de leitos, os hospitais que fornecem tratamento oncológico, em sua maioria, não contam com estruturas atuais e com tecnologia de ponta. Para se ter uma ideia, a idade média dos hospitais em BH é de 40 anos, sendo que a maioria deles tem mais de 50 anos. É importante destacar ainda que a Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte em seu artigo terceiro define a saúde como um dos objetivos prioritários do município e, ainda, na Constituição da República de 1988 em seu artigo 6º, que trata dos direitos sociais, a saúde está no mesmo patamar da educação, alimentação, trabalho e moradia, demonstrando ser a saúde um direito essencial a todos e que deve ser protegido pelo poder público.

Projeto do primeiro hospital oncológico de Minas Gerais vai requalificar o sopé da Serra do Curral

O projeto contribui com a grande demanda por leitos para tratamento oncológico em MG. A revitalização do prédio do antigo Hilton Rocha promoverá preservação do entorno.

Belo Horizonte está prestes a ganhar o Hospital da Oncomed, um centro avançado de tratamento oncológico que abrigará 220 leitos, equipamentos de última geração, uma abordagem integrada do paciente e tecnologia de ponta.

Localizado no bairro Mangabeiras, região centro sul da capital mineira, o hospital prevê a revitalização das antigas instalações do Hospital Hilton Rocha- desativado há dez anos- e a requalificação da Serra do Curral.

O projeto é assinado pelo arquiteto Flávio Carsalade, ex-presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Ele ressalta que a requalificação será feita sem pavimentos acima dos já existentes. “Haverá terraços verdes, sistema de coleta pluvial e demolição dos barracões existentes na área. A proposta prevê a recuperação e preservação da mata nativa em todo entorno e manutenção de toda a avenida, canteiro central e pista de corrida”.

CONCEITO INÉDITO

Erguido há 40 anos, o prédio do Instituto Hilton Rocha foi adquirido em 2009 pela Oncomed. O edifício, que passará por reforma, vai aproveitar a estrutura já existente, evitando, dessa forma, a construção de novos andares. O novo projeto terá ainda estrutura para receber veículos, reduzindo o impacto no trânsito das ruas vizinhas. Além da oncologia, o hospital continuará oferecendo tratamento oftalmológico, carro-chefe do Instituto Hilton Rocha desde a década de 1970.

O Hospital Oncomed nasce sob um conceito inédito na cidade – de harmonização com o ambiente. A proposta é integrar o prédio à paisagem da Serra do Curral, utilizando cores, formas e texturas que se integram ao aspecto da região. Além disso, as janelas de todos os andares serão recuadas para a manutenção de um jardim, e o vidro da fachada será espelhado, criando uma continuidade entre o prédio e a cidade. Também serão realizadas melhorias no entorno, com a colocação de cobertura vegetal nas áreas degradadas. “O projeto do novo hospital está em consonância com as leis vigentes e ancorado no respeito à comunidade e ao meio ambiente, compromissos que marcam a história da Oncomed”, destaca Amândio Fernandes.

Taí um contraponto honesto e responsável ao vídeo que tem circulado no whatsapp contra a reforma do hospital junto à serra do curral. Conheci a Oncomed há 7 anos e afirmo que o compromisso que estas pessoas tem com a vida é muito maior que os mimimis dos moradores e dos que compartilham sem ler ou conhecer. Previna-se contra o câncer do corpo e da mídia!

Marcos Magalhães
via Facebook

Parabéns Oncomed ! Lindo projeto arquitetônico e paisagístico . Desde o ano 2003 sou paciente Oncomed e estou muito feliz com o novo hospital . Além da grande dedicação , competência e humanização nos tratamentos dados aos pacientes , faltava-nós a segurança de ao se fazer uma necessária internação , tivéssemos o aconchego de um hospital bem aparelhado e em condições de sentirmos confortáveis e amparados ! Obrigada !

Graziela Cristina Vieira
via Facebook


DOCUMENTAÇÃO


Documentação que esclarece o projeto e o valida pelos órgãos competentes
Aprovação de órgãos ambientais

O projeto arquitetônico para a implantação do núcleo de tratamento medicinal da Oncomed já foi aprovado por todos os órgãos fiscalizadores competentes. Por estar localizado em área tombada pelo IPHAN, a lei determina que mudanças podem ser realizadas nesta área desde que sejam aprovadas pelo órgão. Em 2012, o IPHAN informou ter recebido projeto de adaptação do imóvel conhecido como Instituto Hilton Rocha, cujas intervenções foram consideradas adequadas, inclusive, à necessidade de redução do impacto paisagístico na Serra do Curral.

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Vale ressaltar que o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município (CDPCM- MG) também aprovou as intervenções propostas pela Oncomed no antigo Hospital Hilton Rocha. “É importante mencionar que arrematamos o edifício em haste pública em 2009, ou seja, o tombamento é originário e não derivado”, afirma Amandio Fernandes, um dos diretores da Oncomed.

A Oncomed, de maneira voluntária, procurou ainda a aprovação da Fundação Biodiversitas –ONG, que promove pesquisas e projetos relacionados à conservação da diversidade biológica e à proteção da natureza. A entidade realizou análise ambiental do conjunto paisagístico da Serra do Curral e entorno como subsídio técnico à implantação do núcleo de tratamento medicinal da Oncomed e concluiu que a reestruturação vai melhorar a paisagem e promover a "requalificação benéfica" do espaço.

De acordo com o parecer da instituição, somados o histórico e o contexto atual da área em análise, a proposta de reestruturação apresentada pelo Grupo Oncomed vai melhorar a paisagem do ponto de vista estético para a comunidade de Belo Horizonte, bem como poderá favorecer a restauração funcional da porção tombada da Serra desde que acompanhadas de medidas compatíveis e efetivas com esse propósito. A Fundação fez uma série de recomendações que foram plenamente incorporadas ao projeto de reforma do prédio e concluiu que “a Oncomed tem assumido o compromisso e a responsabilidade com a conservação do patrimônio, independentemente das alterações ambientais decorrentes dos diversos usos presentes na região, indo além do cumprimento das obrigações previstas em Lei, promovendo iniciativas que impliquem em melhorias da qualidade ambiental, acompanhadas de medidas compatíveis e efetivas com esse propósito”.

Além do parecer da Fundação, o projeto contou ainda com estudos da consultoria Praxis, da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para validação do aspecto ambiental do hospital. A consultoria participou do processo de licenciamento ambiental e fez diversas recomendações, readequando-o às diretrizes condicionantes. Segundo Ana Lucia Goyatá, diretora da organização, tudo foi elaborado de forma colaborativa envolvendo todos os órgãos públicos necessários e evolui muito em sua concepção, se tornando um exemplo de proposição de soluções inteligentes para integração de estruturas arquitetônicas com o meio ambiente. “O projeto traz propostas inovadoras de infiltração, telhado verde, taxa de permeabilidade maior, paisagismo com espécies nativas e vários outros elementos e aspectos que foram sendo adaptados para ficar ambientalmente correto, explica.

Para o presidente da Comissão de Direito Ambiental, Logística, Infraestrutura e Desenvolvimento Ambiental da OAB/MG Mario Werneck, também secretário municipal de Meio Ambiente, está claro que a reforma do hospital é legalmente correta. “Juridicamente a decisão a favor do hospital não cria precedentes para outras liberações de obras na região porque a estrutura já existe e foi permitida à época de sua criação. A única alteração que a função do edifício sofrerá será a da ampliação do atendimento que, além de oferecer tratamento de olhos irá prestar serviços de oncologia e cardiologia- a pedido da comunidade do bairro Mangabeiras.

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